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Um retrato sensível e irónico da experiência da imigração, onde a escrita se torna uma forma de enfrentar o quotidiano, compreender as perdas e continuar em frente.
Pontos fortes deste livro

Coisas Que Escrevo Para Não Congelar acompanha Fernando, um imigrante brasileiro que aprendeu a atravessar os dias entre transportes lotados, cafés rápidos e contas que parecem chegar sempre mais confiantes do que o seu saldo.
Chegou a Portugal com planos bem desenhados e uma ideia relativamente otimista do futuro. O tempo, como costuma fazer, tratou de reorganizar tudo. Hoje, ele observa a própria vida com uma ironia discreta.
Entre pequenas frustrações, rotinas repetidas e raros momentos para respirar, ele olha para o mundo com lucidez e um humor contido, daqueles que não provocam gargalhadas, mas também não permitem desistir.
Escrever não é um gesto heroico. É apenas a forma que encontrou de entender o que ficou pelo caminho e continuar seguindo.
Este livro não oferece soluções nem promessas grandiosas. O autor adverte: esta leitura pode causar identificação imediata e um desconforto silencioso.